
CIRURGIA DA VESÍCULA BILIAR
A vesícula biliar é um órgão localizado no abdome, a direita e abaixo do fígado, ao lado do estômago. A função da vesícula biliar é armazenar e concentrar a bile, que é produzida pelo fígado, e ajuda na digestão dos alimentos principalmente as gorduras.

​Cálculo (Pedra) da Vesícula Biliar​
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O cálculo na vesícula, colelitíase ou pedra na vesícula é uma doença bastante comum, é encontrado em cerca de 10 % das pessoas. Qualquer pessoa pode ter pedra na vesícula, mas algumas tem maior probabilidade, como:
• Idade: apesar desta doença poder acometer até crianças, ela aumenta com a idade e é mais comum nos adultos e idosos.
• Mulher: as pedras da vesícula são mais comuns nas mulheres do que nos homens, principalmente se já ficaram grávidas.
• Obesidade: quanto mais obeso, maior a possibilidade de ter pedra na vesícula. Entretanto, os magros também podem ter cálculos.
• Hereditariedade: as pessoas que têm familiares com cálculos possuem mais chance de ter esta doença do que os que não têm.
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​Como a pedra (cálculo) é formada na vesícula?​
A bile é produzida no fígado e é eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar dos meses e anos, estes depósitos se unem e formam pedras (cálculos).

Sinais e Sintomas
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A pedra na vesícula pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns:
• Dor intensa no abdome, no lado direito ou no estômago. Esta dor geralmente dura de 30 minutos a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que está ocorrendo alguma complicação. Neste caso procure seu médico com urgência.
• Náuseas (enjôo) e vômitos.
• Inflamação ou infecção da vesícula.
• Icterícia (amarelão).
• Pancreatite Aguda.
• Muitas pessoas não tem sintoma nenhum e o achado é incidental.

 A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula nunca teve sintomas. Não existem dados médicos que permitam determinar quais pacientes terão sintomas. Entretanto, quando o paciente apresenta um dos sintomas acima citados, a possibilidade de repetir o mesmo sintoma ou apresentar uma complicação é muito grande. Assim, nesta situação é importante procurar seu médico.
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A possibilidade de uma pessoa apresentar sintomas ou complicações independe do número ou tamanho das pedras. Às vezes, apenas uma pedra pode ocasionar complicações muito graves, como pancreatite aguda.
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Diagnóstico
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O melhor método para confirmar o diagnóstico de pedra na vesícula é a ultrassonografia ou ecografia do abdome.
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Tratamento
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A única forma de tratamento é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). Outros tratamentos, como litotripsia (“quebrar a pedra”), medicamentos para dissolver a pedra ou somente a retirada das pedras não funcionam, e não devem ser usados pois somente atrasam o tratamento correto.
A cirurgia da vesícula biliar
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A cirurgia da vesícula é feita por videolaparoscopia (cirurgia dos furinhos), sendo 4 pequenas incisões que podem variar de 2 a 10 mm cada. Através desses “furinhos” são introduzidos os instrumentos e com o auxílio de um monitor de vídeo a retirada da vesícula com os cálculos é realizada.
Caso os cálculos tenham mais que 10 mm, eles serão quebrados, para serem retirados por uma das pequenas incisões, juntamente com a vesícula biliar. Melhor método para confirmar o diagnóstico de pedra na vesícula é a ultrassonografia ou ecografia do abdome.
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Vantagens da operação por vídeocirurgia
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Recuperação rápida do paciente. A maioria dos pacientes ficam internados no hospital somente de 12 a 24 horas e pode retornar ao trabalho e realizar todas as atividades, que não necessitem erguer muito peso, em 1 ou 2 semanas.
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Resolução completa e definitiva da doença.
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Pouca dor pós-operatória.
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Cicatriz cirúrgica mínima.
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Risco de infecção pequeno.
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Todos os pacientes com pedra na vesícula precisam operar?​
A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula não precisa de tratamento. Os que já apresentam sintomas devem ser operados, porque a possibilidade de apresentarem outros sintomas ou complicações é muito elevada.

Alimentação após a retirada da vesícula biliar
Não é necessário modificar a dieta após a operação, porque a vesícula tem uma função muito pouco importante no organismo, que é a de armazenar bile. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Não existe nenhuma sequela ou conseqüência para o organismo após a retirada da vesícula.
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Complicações
Apesar dos resultados do tratamento cirúrgico serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são lesões de vísceras, infecção, sangramento e risco anestésico.
Caso não seja possível realizar a operação pela técnica videolaparoscópica (“técnica dos furinhos”), pode ser necessário fazer uma incisão maior no seu abdome para terminar a operação. Os riscos da operação são mais comuns nos pacientes que apresentam doença grave ou complicações, como inflamação da vesícula, icterícia, pancreatite aguda, no momento da operação. Nestas situações a cirurgia é geralmente mais difícil e deve ser realizada de emergência.
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* Converse com seu médico em caso de dúvidas ou preocupações.
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Orientações Pós-Operatórias
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1. A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes volta as suas atividades normais em poucos dias. As orientações abaixo devem ser seguidas pra que você tenha pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências.
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2. Não tem dieta especial. Você pode comer ou ingerir qualquer alimento que você queira, inclusive alimentos sólidos. Alguns pacientes podem apresentar náuseas e vômitos no primeiro dia após a operação devido aos medicamentos e anestésicos recebidos. Se você tiver náuseas e vômitos, ingira somente líquidos em pequenas quantidades de cada vez.
3. Estes sintomas geralmente desaparecem em 1 ou 2 dias, após o organismo eliminar os medicamentos recebidos no hospital. Se as náuseas e vômitos persistirem após este período, procure seu médico.
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4. Após a cirurgia pode ocorrer dor no ombro. Essa dor é consequente à irritação de um nervo que fica entre o abdome e o tórax. Ela não é devida à torção ou mau jeito no ombro. A dor geralmente desaparece em poucas horas ou dias. Se ela for intensa, tome o analgésico prescrito.​
5. Os cortes ou furinhos serão fechados com pontos e cobertos com curativo (micropore). É comum que ocorra hematoma (“azulado” ou “roxo”) ou pequenos sangramentos. Isto é normal. Não se preocupe. Não retire o micropore, a menos que o seu médico o oriente neste sentido. Pode tomar banho completo e molhar o micropore. Seque o abdome normalmente com toalha, sem necessidade de cuidados especiais com os cortes. Entretanto, se o corte tiver aparência de infecção (vermelho, com secreção de pus ou com cheiro forte), contate seu médico.
6. Respire fundo 3 vezes a cada hora para expandir melhor o seu pulmão e evitar complicações como febre e pneumonia.
7. Evite ficar muito tempo deitado ou sentado. Procure andar várias vezes ao dia. Pode andar e subir escada. Não tem perigo. Assim que você tiver se movimentando rapidamente e com pouca dor, poderá dirigir. Você poderá erguer até 10 kg no primeiro mês de pós-operatório e até 20 kg entre o primeiro e terceiro mês. Após este período você não tem mais limitações para erguer peso.
8. Em caso de dúvidas ou apresente alguma alteração, procure o seu médico.
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LEMBRE-SE:
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Este site foi desenvolvido para oferecer um melhor entendimento e tirar algumas dúvidas sobre os tratamentos realizados pelos profissionais da Clínica Cirúrgica Chapecó.
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Tem por objetivo orientar todos os pacientes que irão se submeter aos tratamentos, e com isto, ajudar com que o período de preparo, realização do procedimento ou tratamento, pós-operatório hospitalar ou na clínica e em casa seja o mais breve para a recuperação plena do paciente.
As informações deste site não pretendem, em hipótese alguma, substituir a opinião de um médico qualificado. Nem todos os detalhes estão aqui descritos. No entanto este site pode ajudá-lo a tirar algumas dúvidas e entender melhor este período. Atenção: nenhuma conduta deve ser tomada sem orientação médica.
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Para maiores informações, consulte seu médico